Atualização da NR 17 e NHO 11. O que mudou em relação a iluminação.

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norma NR 17 NHO 11

Com o avanço da tecnologia dos sistemas de iluminação, especialmente com a tecnologia LED, as normas técnicas tiveram que ser atualizadas e revisadas. Assim aconteceu com a NR 17 (Norma Regulamentadora – Ergonomia) e a Norma de Higiene Ocupacional nº 11 (NHO 11) – Avaliação dos Níveis de Iluminamento em Ambientes de Trabalhos Internos.

A NR 17 trata da ergonomia no trabalho, e dentro dela está a NHO 11 que estabelece critérios e procedimentos técnicos para avaliação e medida dos níveis de iluminamento em ambientes internos. A mesma entrou em vigor a partir da sua publicação em outubro de 2018 e o seu não cumprimento pode acarretar em penalidades para a empresa.

A razão da implementação da NHO 11 é evitar lesões físicas, aumentar o conforto e a produtividade do trabalhador.

Para cada segmento existe um critério a ser obedecido em questão de intensidade luminosa em lux, ofuscamento, ângulo, temperatura de cor e IRC (índice de reprodução de cor). Para cada tipo de empresa, comércio, supermercados, indústria, instituições de ensino, hospitais …são exigidos parâmetros diferenciados e é de suma importância atentar- se a essas exigências.

O que é a norma NHO 11?

Em 2013 a norma de iluminação brasileira deixou de ser a NBR5413 de 1992, sendo substituída pela NBR ISO CIE 8995-1, que trouxe maior clareza em relação aos níveis de iluminamento mínimos em LUX e ainda adicionou outros critérios como qualidade da luz (IRC/RA), contraste, sombras excessivas, ofuscamento, cintilação, efeito estroboscópio e direcionalidade entre outros.

Em 2018 o Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do trabalho, criou a Norma de Higiene Ocupacional NHO 11 com o objetivo de estabelecer critérios e procedimentos para avaliação dos níveis de iluminamento mínimos exigidos pela NBR 8995-1. Logo após sua publicação, a NR 17 também foi atualizada, trazendo agora a NHO 11 da Fundacentro como referência na avaliação da iluminação nos ambientes de trabalho.

Quais são os critérios mais relevantes da norma?

Para entendermos com clareza os aspectos mais importantes da norma NHO11, é preciso entendermos quais são as métricas para quantificação e qualificação da iluminação do ambiente, bem como entender os pontos de avaliação das mesmas.

Métricas

  • Nível de iluminamento mínimo (E)

É a quantidade de lux que o plano de uso de uma tarefa deve possuir, para isso devemos consultar a norma NHO 11 e verificar este nível para cada tarefa, contudo deve prestar atenção na coluna RA/IRC que informa a qualidade da luz para cada tarefa, bruta ou fina, de processos, estocagem ou, principalmente, de inspeção.

Atingir o nível de iluminamento mínimo em LUX utilizando uma luz opaca e de baixo IRC causa cansaço visual e mal-estar se utilizado por longos períodos.

  • Homogeneidade

A visão humana possui ajustes automáticos de acordo com o nível de iluminamento de cada local.

Quando ficamos sob a luz do sol (que chega ao nível de 90.000 lux) e depois entramos em um ambiente fechado, o olho humano demora de 7 a 10 minutos para se ajustar a nova intensidade de luz e, assim, conseguirmos enxergar melhor dentro deste novo ambiente, agora com iluminamento de 700 lux, por exemplo.

De uma maneira geral o ajuste da nossa visão é feito pela superfície mais iluminada de forma que, quando observamos outra superfície com 30% menos luz, a impressão que teremos será sempre de que esta está mais escura. Está é a importância de um local com iluminação homogênea. Quanto mais homogênea estiver a luz do local, menores serão as necessidades dos olhos se ajustarem, o que causará menor fadiga visual e maior nitidez na visão;

  • Temperatura de cor

A iluminação artificial possui diversos níveis de cores consideradas brancas. Na norma NHO11 é chamada de TCC (Temperatura de cor correlatada). Para a iluminação LED as TCC mais comuns são:

  1. Branco Quente proporciona relaxamento (de 2700k a 3500k)
  2. Branco Neutro proporciona concentração de (4000K a 5000K)
  3. Branco Frio proporciona estimulo físico (de 5500 a 6500K).

Essa escala foi criada através de um experimento na França em que cientistas esquentaram um pedaço de metal, conhecido como corpo negro, e mediram a temperatura com a escala de temperatura em Kelvins. Eles notaram que a partir de 1300K (Kelvins) este metal começou a emitir uma luz voltada para o vermelho e, quanto mais esquentava, mais a luz alterava sua cor em direção da cor azul. Com estes dados foi criada uma escala conhecida como Temperatura de Cor, que representa os tons de luz branca que existem entre 1.800K até 10.000K. Cada tonalidade remete a um horário do dia e pode estimular ou acalmar as pessoas.

  • Quantidade de luz em Lux e qualidade em IRC/RA mínimos a serem atendidos e sua manutenção ao longo do tempo

A intensidade e qualidade da luz também são definidas pela norma e possuem seus critérios mínimos para cada tarefa.

A manutenção desses aspectos é que pode ser um desafio já que muitas lâmpadas de led perdem eficiência e depreciam sua luz em um curto período de tempo (2 anos). Elas continuam acesas, mas proporcionando baixa intensidade de luz, e com alteração da qualidade (IRC), colocando a área de tarefa fora da norma em níveis de LUX e IRC após um curto período de tempo, deixando a iluminação do ambiente fraca, azulada e sem brilho. Isto pode ser evitado atentando-se ao cálculo da vida útil utilizando a manutenção do fluxo luminoso que cada fornecedor apresenta.

Uma empresa de iluminação profissional irá elaborar seu projeto de iluminação atendendo aos critérios mínimos da norma, mas também prevendo que a quantidade de lux e IRC deveram atender aos critérios da normativa até o final da vida útil dos equipamentos aplicados.

Pontos de avaliação das luminárias

  • Plano de uso

As tarefas produtivas de uma empresa possuem um plano para execução, pode ser na horizontal, vertical e até mesmo inclinado, isto vai depender de cada operação a ser realizada. O padrão de altura de uma mesa de trabalho, por exemplo, é de 0,75 cm e, por isso, é muito usado como plano de uso padrão na horizontal. Mas nem sempre deve ser seguido e o ideal é analisar a tarefa do operador passo a passo para assim definir o melhor plano de uso a ser seguido em um projeto de iluminação.

  • Área de tarefa

É a combinação de áreas das tarefas necessárias dentro do trabalho completo do operador, podendo ou não seguir diferentes níveis de iluminação de acordo com a combinação de tarefas do usuário.

Area de tarefa NHO 11
Imagem retirada da NBR ISO/CIE 8995-1 2013
  • Área do entorno

A área do entorno ou área adjacente é a zona de no mínimo 0,5m ao redor da área da tarefa. Este conceito estabelece níveis de homogeneidade da iluminação para menores contrastes, menos cansaço da visão e falta de concentração. A Iluminação homogênea proporciona bem-estar e menor esforço dos operadores para manter a concentração. Para saber se a iluminação está homogênea existem índices definidos pela norma.

Exemplificando área de tarefas, de trabalho e entrono:

area do entorno NHO 11
Imagem retirada da NBR ISO/CIE 8995-1 2013
  • Como manter as áreas dentro dos níveis de iluminamento especificados pela norma?

As luminárias de LED possuem especificação de vida útil e por normativa simboliza o tempo até a luminária perder uma porcentagem do seu fluxo luminoso inicial. Por exemplo, se a luminária conseguir manter 70% do seu fluxo naquele período de vida é descrito como vida útil L70, ou se manter 85% do seu fluxo no período de vida é chamado L85, ou seja, a nomenclatura demonstra quanto será seu fluxo luminoso ao final de sua vida útil.

Estes dados são importantes para calcular quanto de intensidade devemos obter para que o fluxo luminoso obtido atenda as normas de iluminação durante toda a vida útil da luminária.

   A Luter Led realiza projetos de iluminação adequados para cada tipo de empresa seguindo as especificações técnicas de acordo com as normas regulamentadoras. Nossos projetos visam a melhoria da iluminação, reduzindo custos e evitando possíveis penalidades.

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