Fator de Depreciação: o que é e como analisar na iluminação?


  1. Introdução
  2. O que é o fator de depreciação luminosa?
  3. A iluminação de LED e o Fator de Depreciação luminosa
  4. Existe diferença no valor para áreas internas e externas?
  5. O que é o cálculo luminotécnico?
  6. O papel do fator de depreciação para o cálculo luminotécnico
  7. Como é obtido o fator de depreciação?
  8. Como calcular o fator de depreciação do ambiente?
  9. Como analisar o fator de depreciação de uma luminária?
  10. Como é feito o cálculo luminotécnico?
  11. Análise da depreciação luminosa da luminária
  12. Método Ponto a Ponto e Método dos lúmens
  13. Como calcular a distância entre luminárias?
  14. Então, como calcular a Iluminância de forma efetiva?
  15. Softwares para Cálculo Luminotécnico
    1. DIALux Mobile
    2. DIALux Evo 8.1
  16. Como calcular o fator de manutenção? 
  17. Qual é a importância desse fator utilizado nos projetos de iluminação LED industriais e comerciais?
  18. Quais são as consequências da utilização de um fator de manutenção inapropriado?
  19. Qual é a importância do fator de depreciação para um projeto de iluminação?
    1. Sucesso a longo prazo
  20. Como se mede a intensidade luminosa de uma luminária LED?
  21. Conclusão

Introdução

A iluminação de ambientes impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas, pois sempre deve ser pensada de modo a valorizar as características do local, trazendo maior sensação de bem-estar e conforto visual aos colaboradores de uma empresa, ou aos visitantes de um escritório, por exemplo.

Com isso, a iluminação, que é parte integrante da composição de todo ambiente, exerce um papel fundamental dentro de qualquer projeto de arquitetura bem confeccionado e executado.

O auxílio de um projeto luminotécnico profissional está longe de ser um gasto por mera questão estética. A iluminação é essencial em nosso dia a dia e influencia todas as nossas atividades, o bem estar estimula os colaboradores e aumenta a produtividade das empresas.

Diferentes ambientes demandam diferentes iluminações, devido às funções que as pessoas realizam no interior desses ambientes.

Para exemplificar, vamos imaginar a linha de produção de uma indústria de automóveis, as estações de trabalho de um escritório de alto padrão e o espaço do hortifrúti de um supermercado. Certamente serão necessários três diferentes tipos de iluminação, com intensidades diferentes.

Informações como essas não podem ser negligenciadas, caso isso aconteça, não apenas o design, mas também a funcionalidade do espaço e até mesmo a produtividade dos funcionários estará diretamente comprometida.

Há estudos de diversos aspectos técnicos que envolvem uma boa iluminação. Termos como iluminação direta, indireta ou difusa e também luminárias de alta qualidade e durabilidade com 5 anos de garantia que devem ser discutidos e levados em consideração.

Um termo que é muito importante é o “fator de depreciação”, que é o tema deste artigo, onde você irá encontrar as respostas para as suas perguntas.

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O que é o fator de depreciação luminosa?

Quando o assunto é iluminação, chamamos de fator de depreciação (ou de manutenção), a relação entre o fluxo inicial e o final de iluminação emitido pela fonte de luz estudada.

Ou seja, é uma forma de saber em quanto tempo se dá a depreciação luminosa de uma luminária no decorrer de sua vida útil, até ela não emitir a quantidade de luz suficiente para cumprir a função que lhe foi dada em algum ambiente.

É a partir desse valor, expresso em porcentagem, que os fabricantes calculam a vida útil de uma lâmpada, para que seja definido de quanto em quanto tempo os responsáveis por um projeto deverão fazer as manutenções e/ou substituições necessárias.

Geralmente, o fator de depreciação mais utilizado no mercado é de 0.80, ele é considerado ideal. Isso significa que uma luminária, ao fim de seu ciclo, terá 20% menos luminosidade se compararmos com sua eficiência luminosa inicial.

Portanto, para se obter uma iluminação adequada, é essencial ter um planejamento no qual os critérios técnicos devem ser seguidos de acordo com as normas de iluminação vigentes.

A iluminação e os diversos elementos presentes em um ambiente são projetadas para suprir as necessidades das atividades que serão nele desenvolvidas.

E as necessidades visuais são atendidas através da iluminação. O conforto visual das pessoas e os demais critérios de eficiência luminosa devem formar, juntos, o ponto inicial, onde começa a se determinar os parâmetros de um projeto eficaz.

É muito comum a escolha das luminárias por fatores estéticos apenas, por desconhecimento de critérios que, à primeira vista, podem parecer bem complicados.

Mas com uma boa pesquisa e ajuda de profissionais especializados, que trabalham com produtos confiáveis e de boa procedência, com garantia de 5 anos e alta eficiência luminosa, certamente o objetivo de ter uma iluminação funcional será atingido.

Portanto, dados como o fator de depreciação luminosa não devem ser deixados em segundo plano. Não há projeto que seja bem-sucedido que não tenha sido baseado em dados técnicos, que se transformam em valiosas informações quando bem aplicados.

A iluminação de LED e o Fator de Depreciação luminosa

O LED começou a se popularizar no mundo há menos de 20 anos.

Nos Estados Unidos, país pioneiro na adoção desta tecnologia, foi em 1999 que se deu o boom inicial devido a diminuição dos custos de sua produção.

A iluminação de LED traz inúmeras vantagens para quem opta por essa tecnologia.

Podemos citar algumas delas, como por exemplo:

  • Menor necessidade de manutenção: significa menos dores de cabeça e preocupações com manutenção.
  • Alto índice de Reprodução de Cor (IRC): Por gerar uma luz mais pura e monocromática, a iluminação de LED sofre menos influência em suas cores. Ainda há a opções de lâmpadas coloridas, o que favorece o uso da criatividade no projeto.

Com tantas vantagens, fica bem fácil saber o porquê dessa tecnologia ter tomado grande parte do mercado de iluminação, logo em seus primeiros anos de uso.

O fator de depreciação luminosa numa luminária de LED, está associado à sua vida útil (medida em horas) e também à frequência com a qual a manutenção e limpeza do ambiente acontece, porque a poeira interfere no fator de depreciação da luminosidade, pois causa barreira física que dificulta a passagem da iluminação.

Existe diferença no valor para áreas internas e externas?

Sim, existe. Todas as características do ambiente devem ser consideradas.

Cores de parede, aberturas para iluminação natural, cor da mobília, altura das luminárias, etc.

Portanto, o fato da área ser interna ou externa também faz diferença nos cálculos.

O que é o cálculo luminotécnico?

Antes de falarmos diretamente sobre o cálculo luminotécnico e sua importância em um projeto de iluminação, é importante que entendamos o conceito de Luminotécnica.

Chamamos de luminotécnica o estudo da iluminação artificial em ambientes internos e externos.

Conforme já citamos mais acima, todo projeto deve priorizar a iluminação sob o ponto de vista da utilização de cada ambiente a ser iluminado.

Partindo dessa premissa, teremos disponíveis informações que serão utilizadas na escolha final da forma de iluminação que será adotada, tipos de lâmpadas e luminárias, potência empregada em cada ponto, quantidade de pontos de luz, distribuição desses pontos no ambiente e até mesmo a posição correta de seus comandos de acionamento.

Dessa forma, surge-se a necessidade de se fazer o cálculo luminotécnico, que buscará o equilíbrio perfeito da iluminação do ambiente, seja ele interno ou externo.

Portanto, podemos considerar que o cálculo luminotécnico é o cálculo necessário para se definir esses elementos, sobretudo eficiência luminosa, quantidade de pontos de iluminação, ângulos de iluminação e o distanciamento ideal entre elas.

Sem esse cálculo, certamente todo o projeto de iluminação estará comprometido e os ambientes ficarão claros demais ou escuros demais, influenciando de forma negativa sua funcionalidade.

Dentre as variáveis utilizadas no cálculo luminotécnico, podemos citar o tamanho da área, o fluxo luminoso e o fator de depreciação.

O papel do fator de depreciação para o cálculo luminotécnico

É preciso que vejamos uma das fórmulas usadas para se fazer o cálculo luminotécnico para que possamos visualizar da melhor forma qual é o papel do fator de depreciação para o cálculo luminotécnico.

Pelo método conhecido como “Método de dos Lúmens”, que falaremos mais detalhadamente adiante, temos a seguinte fórmula para se fazer o cálculo luminotécnico:

Perceba que o Fator de Depreciação (Fd) está entre os valores a serem multiplicados para se chegar ao denominador na fórmula representada acima.

Para termos uma noção de sua importância na fórmula, podemos imaginar uma seguinte situação:

Uma luminária comum será instalada em um lugar que incide grande quantidade de poeira, ou seja, precisará de manutenção em curtos períodos de tempo, pois essa poeira diminuirá mais rapidamente sua capacidade de iluminação.

Seu fluxo luminoso (outro componente da fórmula) será impactado pela quantidade de poeira.

Caso se opte por um painel de LED, vindo de cima, instalado no teto do mesmo ambiente, por exemplo, suponhamos que a poeira não se acumulará na superfície do painel, o que fará grande diferença sobre o Fator de Depreciação (Fd), pois dessa forma, sem poeira, o fluxo luminoso será preservado por muito mais tempo.

No exemplo acima, podemos considerar que o Fd seria algo próximo a 0,60 (com a luminária comum) e 0,85 com o painel de LED. Quanto mais próximo de 1, melhor é o Fator de depreciação.

Portanto, esse é o papel do Fator de Depreciação no cálculo luminotécnico.

Como é obtido o fator de depreciação?

O fator de depreciação (ou de manutenção), conforme já citamos, é o número que nasce da relação entre o fluxo emitido da fonte de luz no fim do período de manutenção da luminária e o fluxo luminoso inicial desta mesma luminária.

Ele é importante para ser considerado no dimensionamento dos sistemas de iluminação. É ele que indica qual será a perda luminosa em função do tipo de ambiente e da atividade nele desenvolvida.

Importante ressaltar que o fator de depreciação máximo, quando o ambiente é quase perfeito para iluminação, deve ser 0,80 a 0,85. Como por exemplo, escritórios com manutenção e/ou limpeza praticamente diárias.

Portanto, os valores que geralmente são utilizados são de 0,85 para as melhores condições e 0,6 nas piores, para efeito de cálculo.

Como calcular o fator de depreciação do ambiente?

O número correspondente ao fator de depreciação a ser considerado em um ambiente, está diretamente ligado à sua limpeza e necessidade de manutenção.

A Norma Técnica 8995-1 de 2013, traz alguns valores de referência que podem ser utilizados como parâmetro, conforme abaixo:

Fonte: ABNT NBR ISO/CIE 8995-1  © ISO/CIE 2002 – © ABNT 2013

Como analisar o fator de depreciação de uma luminária?

O mais importante, além de respeitar as indicações do fabricante, é analisar as características do ambiente, que influenciarão diretamente na depreciação da luminária.

Fatores como influência da iluminação natural e limpeza devem ser considerados. Além disso, a pergunta a ser sempre respondida é: qual tipo de atividade é desenvolvida no ambiente que está sendo iluminado?

A limpeza e as substituições programadas das lâmpadas, respeitando o tempo indicado pelo fabricante, faz com que o fator de depreciação seja reduzido.

Como é feito o cálculo luminotécnico?

O cálculo de iluminação ou cálculo luminotécnico é importante para que se tenha garantia de uma boa iluminação no ambiente.

Há diferentes formas de se fazer o cálculo luminotécnico, inclusive por meio de utilização de softwares específicos.

Existem dois métodos que são os mais utilizados:

  • Cálculo luminotécnico pelo método dos lúmens, definido pela Comissão Internacional de Iluminação (CIE). É uma das maneiras mais simples de se fazer o cálculo luminotécnico. Ele é feito utilizando dados como características da construção, refletância das superfícies e frequência da manutenção e as condições de limpeza do local, que é onde entra o fator de depreciação.
  • Cálculo luminotécnico pelo método ponto a ponto, que é uma metodologia com base na Lei de Lambert: “ A intensidade da luz emitida decresce exponencialmente à medida que a espessura do meio absorvente aumenta aritmeticamente “. Devido a isso, esse método também é conhecido como método da intensidade luminosa.

Análise da depreciação luminosa da luminária

Adotou-se na iluminação industrial uma convenção para padronizar a indicação do tempo de vida útil das luminárias de LED.

Essa durabilidade é indicada através do número de horas de funcionamento que são necessárias para que a emissão da intensidade inicial de luz seja diminuída a um nível que possa ser percebido pelo olho humano. Ou seja, a lâmpada perde a sua capacidade de iluminar o ambiente com a eficiência que ela deve ter.

Podemos considerar que, na prática, esse nível é de cerca de 70%. O que significa que, quando instalada, a luz está com 100% de sua capacidade, e que com o passar do tempo, esse nível cairá, naturalmente.

Quando essa capacidade chega em 70%, ela passa a ser perceptível ao olho humano.

Vida Útil

Como estamos falando sobre luminárias de LED, você já pode ter notado descrição em algumas luminárias disponíveis no mercado com a inscrição “25.000 (L70)”. Portanto, isso significa que tal produto levará 25 mil horas para perder esses 30% de luminosidade, atingindo a marca de 70%.

Muitas vezes a luz de LED continua em funcionamento, mas, conforme citado, essa perda de 30% em sua eficiência luminosa já faz com que ela seja considerada inadequada, tendo chegado ao término de sua vida útil.

Essa é uma das diferenças entre as luminárias de LED e as que são de emitidas por lâmpadas de filamento, por exemplo. As luminárias de LED comuns “queimam”, e as de LED não.

Luminárias convencionais param de funcionar de forma repentina, enquanto as que possuem tecnologia LED vai perdendo a força paulatinamente, com o passar das horas que estão especificadas na descrição de cada produto.

O mesmo princípio pode ser considerado com as L85. São lâmpadas que perdem sua vida útil quando caem apenas 15% de sua capacidade, por isso são utilizadas em aplicações que exigem mais luminosidade.

Método Ponto a Ponto e Método dos lúmens

Vamos falar agora um pouco mais detalhadamente sobre os dois métodos já citados para se fazer o cálculo luminotécnico, o método ponto a ponto e o método dos lúmens.

Primeiramente, podemos afirmar que são metodologias simples e que, geralmente são utilizadas em ambientes residenciais, que não precisam necessariamente de seguir alguma norma técnica.

O método ponto a ponto, também chamado de método das intensidades luminosas, permite que seja feito um cálculo satisfatório para qualquer ponto da superfície, individualmente, para cada projetor cujo facho atinja o ponto considerado. O resultado final total será a soma dos iluminamentos proporcionados pelas unidades individuais.

É uma metodologia que deve ser utilizada quando as dimensões da fonte luminosa são muito pequenas em relação ao plano a ser iluminado.

Utiliza-se a seguinte fórmula:

Onde:

E: iluminamento em lux

I: intensidade luminosa em candelas

θ: ângulo entre a vertical à superfície receptora e o ponto a ser iluminado

d: distância do foco luminoso ao ponto.

Já o Método dos Lúmens, que é o mais utilizado para sistemas de iluminação residenciais, também chamado de Método do Fluxo Luminoso, consiste em determinar a quantidade de fluxo luminoso (lúmens) necessária para o ambiente baseando-se nas atividades que serão nele desenvolvidas.

Como calcular a distância entre luminárias?

Foto Ilustrativa: FreePik

O distanciamento entre os pontos de iluminação no mercado da iluminação nem sempre é levado em conta nos projetos luminotécnicos como deveria, pois varia de acordo com a eficiência luminosa, ângulo de iluminação, período de garantia e qualidade das luminárias a serem utilizadas.

Por exemplo, com luminárias mais eficazes e de alta qualidade, ocorre a redução de quantidade de pontos de iluminação no local garantindo a qualidade da iluminação e atendendo às Normas e iluminação. Esse aspecto impacta também na redução de custos com energia e manutenção das luminárias LED.

Esse é um dos motivos que se torna essencial a escolha de luminárias de alta qualidade e garantia de 5 anos para que essa distância seja suficiente para garantir a iluminação adequada que todos os pontos do espaço exigem.

Para um projeto de iluminação eficiente, o profissional terá que avaliar a distância entre as luminárias de acordo com o ângulo de iluminação e a meta de LUX da Norma NHO11.

Então, como calcular a Iluminância de forma efetiva?

Iluminância (ou iluminamento) é uma grandeza de luminosidade. O termo significa a quantidade de luz incide e ilumina uma determinada superfície e é dado em uma medida chamada LUX.

Exemplo: uma cozinha, geralmente, precisa de 350 a 500 lux para ter uma iluminação adequada, que contribua positivamente com a beleza estética e com a funcionalidade do espaço.

Além disso, esse termo também é utilizado para se referir à forma como os seres humanos enxergam o brilho da área ou objeto que está sendo iluminado.

É importante não confundir iluminância com luminância, que é a medição da quantidade de luz que atravessa ou é refletida em uma determinada superfície em um determinado ângulo.

O cálculo exato da iluminância é feito com a utilização de um aparelho chamado luxímetro.

Ele absorve e calcula a luminosidade do ambiente, e consegue definir a luz ideal para residências, instalações comerciais e eventos.

Confira algumas medidas (em lux) geralmente utilizadas nos diferentes cômodos:

  • Refeitórios – 250
  • Cozinhas residenciais e industriais – 300 / 500
  • Banheiro – 200
  • Banheiro (luz do espelho) – 300
  • Hall e Circulação – 150
  • Escritório – 400 / 500
  • Garagem – 50
  • Ambiente de vendas (mercado) – 300/500
  • Estoque – 200

Softwares para Cálculo Luminotécnico

Foto Ilustrativa: FreePik

DIALux Mobile

Ele traz uma biblioteca pré-definida para facilitar a vida do usuário, que pode alimentar o aplicativo com dados como a dimensão do ambiente, o fator de iluminação e muitas outras informações relevantes.

Sendo assim, o usuário terá um projeto bem detalhado e exclusivo, de acordo com o perfil que ele escolheu dentro do programa.

Como resultado, ele saberá a quantidade certa de luminárias e o lugar que deverão ser instaladas para que se tenha a iluminância média desejada, suficiente para iluminar bem o ambiente.

DIALux Evo 8.1

Esse programa possui uma infinidade de ferramentas. Com ele é possível planejar até mesmo efeitos diferentes dos tradicionais, trazidos por outros programas mais simples.

Ele é tão bom que é utilizado como a principal ferramenta de cálculo luminotécnico por mais de 700 mil arquitetos por todo o mundo. Sem dúvidas, é o mais utilizado.

Como calcular o fator de manutenção? 

Normalmente, o fator de manutenção mais utilizado pelos projetistas e também pelos fabricantes é de 0,80. Ou seja, quando a luminária perder 20% de sua capacidade de iluminação, terá chegado ao fim de sua vida útil.

Essa perda acontecerá de acordo com a vida útil das luminárias LED, demonstrando a quantidade de horas também especificada pelo fabricante, conforme citamos no item 11 (Análise da depreciação luminosa) sobre as luminárias L70 e L85.

Para que seu investimento tenha efetividade, é recomendável que você utilize produtos de qualidade e que tenham, em média a indicação de mais de 50.000 horas de uso com suas plenas capacidades.

Vejamos um exemplo prático da aplicabilidade do fator de manutenção:

Um projeto de iluminação precisa de 400 lux de iluminância média e o fator de manutenção é de 0.80.

Dessa forma, o cálculo seria da seguinte forma:

Divide-se, primeiramente, o fator de manutenção total máximo é 1.00 (ou 100%) pelo fator 0.80 (que é o fator do projeto) = 1.25.

Depois multiplicamos, ao instalar as luminárias, a iluminância média de 400 lux vezes o fator 1.25 = 500 lux.

Ou seja, sempre que o fator de manutenção for de 0.80, a quantidade de lux se elevará em 25%.

Essa é a importância de se aplicar o fator de manutenção no projeto, sob pena de comprometer a iluminância do ambiente. Desta forma, este projeto luminotécnico ficará dentro das normas de iluminação vigentes até o final de sua vida útil.

Qual é a importância desse fator utilizado nos projetos de iluminação LED industriais e comerciais?

A NR 17 determina, em seu item 17.5.3.: “Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. ”

Percebe-se, portanto, que não apenas o fator de depreciação é importante, mas todo o cálculo luminotécnico deve ser completo em instalações comerciais e industriais, uma vez que há pessoas utilizando os ambientes diariamente, em alguns setores, até mesmo por 24h por dia.

O fator de iluminação mostra-se essencial dentro dos elementos utilizados para a execução de um projeto luminotécnico.

Conforme demonstramos no exemplo prático de item acima, caso ele seja negligenciado, a empresa perderá dinheiro, pois as manutenções chegarão mais cedo, prejudicará o trabalho das equipes, podendo ainda correr o risco de incorrer em ações trabalhistas por não oferecer ambiente de trabalho adequado.

Os ambientes devem manter a quantidade de iluminância mínima exigida para cada tipo de trabalho.

Outra questão importante e que vale ser destacada, é a qualidade dos materiais utilizados. Luminárias LED e outros equipamentos envolvidos no projeto de iluminação devem ser de procedência confiável para que não se comprometa os cálculos feitos utilizando o prazo de depreciação do fabricante.

É importante também que seja sempre levado em consideração o tempo de garantia dos produtos utilizados em um projeto.

Quanto maior for o tempo de garantia dado pelo fabricante, maior será a qualidade e confiabilidade dos itens.

Quais são as consequências da utilização de um fator de manutenção inapropriado?

Foto Ilustrativa: Freepik

Nos casos em que o fator de depreciação/manutenção for inapropriado, a primeira consequência que podemos destacar é que a troca dos equipamentos será feita com pouco tempo após a instalação.

Ou seja, a empresa terá dispêndios financeiros com custos de mão de obra apropriada e com a aquisição de novas luminárias e peças do sistema. A frequência das manutenções será mais alta e acarretará em maiores custos.

Além disso, quando a iluminação é inadequada, a produtividade é reduzida e ainda há um enorme risco de sofrer perdas financeiras através de multas aplicadas pelos órgãos de fiscalização.

Outra questão essencial, e que muitas vezes passa despercebida, é o impacto na saúde dos trabalhadores. Uma iluminação que não obedece aos padrões provoca fadiga visual, que pode causar dores de cabeça, e outros problemas de saúde diversos, como envelhecimento precoce da pele e até mesmo distúrbios emocionais.

Ou seja, estamos falando de valores que são praticamente incalculáveis. Um dia de trabalho de um funcionário, um acidente de trabalho por falta de iluminação adequada, multas, etc.

Qual é a importância do fator de depreciação para um projeto de iluminação?

Foto Ilustrativa: Freepik

Um sistema de iluminação ideal deveria manter o nível de iluminância inicial para sempre. Contudo, isso não é o que acontece na prática, visto que há uma diminuição no fluxo luminoso dos dispositivos, que envelhecem, sofrem a influência de poeiras e sujeira etc. Assim, a iluminância média passa a não ser mais suficiente para o nível predeterminado.

Por essa razão, no início de todo projeto de iluminação, você deve dar atenção ao fator de manutenção, para que, ao longo do tempo de vida útil da luminária, seja mantida a iluminância mínima que o ambiente exige. A redução de uma quantidade de luz que atinge uma superfície é a depreciação que se torna um problema para as empresas.

Além do mais, o projeto luminotécnico deve ser composto por produtos de qualidade elevada, tendo em vista que luminárias de má qualidade e sem procedência podem depreciar rapidamente, causando prejuízos a iluminação. Os dispositivos e a luminária em LED não sofrem desgastes e não prejudicam a luminosidade.

Sucesso a longo prazo

Confeccionar e executar um projeto de iluminação cumprindo todas as etapas de forma correta e utilizando materiais de boa qualidade é a garantia de sucesso a longo prazo.

Projetos de iluminação são excelentes exemplos do “barato que pode sair caro”.

Não contar com orientação de uma empresa especializada como a Luter LED, para fazer os cálculos necessários e ainda tentar economizar ao máximo adquirindo material de segunda linha definitivamente não são boas escolhas.

Basta alguns minutos de pesquisa na internet e encontrará diversos casos de pessoas que admitem ter errado ao não dar a importância devida à iluminação de sua nova casa, comércio ou indústria.

Equipamentos ruins demandam mais manutenção, perdem a efetividade em pouco tempo e ainda, como são fabricados sem padrão de qualidade, consomem muito mais energia elétrica.

Como se mede a intensidade luminosa de uma luminária LED?         

Há um instrumento chamado goniofotometro, que é a única forma totalmente eficaz de se fazer essa medição. Ele consegue medir o ângulo de iluminação e a intensidade luminosa de uma luminária de LED com exatidão.

Este equipamento realiza as medições que são conhecidas como ‘’curvas fotométricas’’, conforme a representação abaixo:

Imagens Ilustrativas: Luter LED

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Conclusão  

Conforme demonstramos no decorrer deste artigo, o fator de depreciação/manutenção é de enorme importância para que se obtenha um valor confiável dentro do cálculo luminotécnico.

Há parâmetros pré-definidos que auxiliam os profissionais na execução de um projeto que seja totalmente satisfatório aos seus clientes.

Uma boa iluminação é aquela que, além de destacar a estética do ambiente, também é útil tecnicamente para que todas as atividades desenvolvidas no ambiente tenham sua demanda de luz atendida de forma plena.

Para que isso aconteça, o cálculo luminotécnico é indispensável, e para que ele seja assertivo, as variáveis que o compõem, como o fator de depreciação, tema principal deste artigo, deve ser considerado.

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